Post rápido e indolor. Talvez.
Observe a manchete e o “lead” da matéria da Exame abaixo:
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Vila Olímpia vira sonho de consumo dos próprios shoppings
Até 2010, três shopping centers voltados para o público de alta renda vão inaugurar 504 lojas a poucos metros da Daslu
A condenação a 94 anos e meio de prisão por importação fraudulenta de produtos está longe de ser o único problema para Eliana Tranchesi, a dona da Daslu. Considerada um dos maiores templos do luxo no país, a Daslu terá de enfrentar a partir dos próximos meses uma concorrência feroz pelos consumidores endinheirados.
Até 2010, a inauguração de dois shopping centers e a ampliação de um terceiro empreendimento devem transformar a região da Vila Olímpia, onde está a Daslu, em uma espécie de “Boca do Luxo” da cidade de São Paulo. Os três shoppings contarão com 504 novas lojas na região – ou cerca da metade do total de lojas que serão abertas em shoppings na capital paulista até o final do próximo ano. (…)
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Uma pergunta: Isto é contextualização? Não que eu esteja defendendo a coitada da milionária sonegadora de impostos mas, o que alhos têm a ver com bugalhos? Se a intenção era falar sobre a economia da Vila Olímpia, não havia necessidade de abrir a matéria com um comentário de mau gosto e ainda por cima totalmente dispensável no texto.
Elimine o primeiro parágrafo, esqueça que ele existiu e leia de novo a partir do segundo. Fez alguma diferença excluir aquele pedaço para o objetivo/pauta e para a matéria em si? Nenhum. O lead mesmo era este segundo parágrafo (um pouco mal escrito, por sinal). Contextualizar é uma coisa, falta de tato é outra. E, pelo que eu saiba, um “nariz de cera” destes não faz bem para um texto jornalístico e não é recomendado em nenhum manual. Convenhamos…
por Bruno Chagas 









obscuras, mocinhas que viram vilãs e vice-versa. Mas o “engraçado” é se ver interpretado (ou não) em uma novela, esse símbolo cultural brasileiro que reflete a nossa realidade (reflete?). Agora consigo entender por que enfermeiras, policiais, modistas e camelôs criticam novelas… Quando tem um personagem camelô, ele sempre está de bom humor, trabalhando de sol a sol e com um largo sorriso no lábio – como se a vida dele fosse fácil. É a mesma coisa com o tal Zé Bob. Ele é o jornalista da novela, um mocinho como qualquer outro que tem como missão livrar o bem das garras do mal sem se deixar seduzir. Mas não é bem assim na vida real, caro leitor. Você, que deve estar aí pensando no próximo capítulo da novela das oito… Você, leitora inocente, que sonha em ter um jornalista como Zé Bob para te salvar… Você, internauta adolescente, que quer seguir a carreira de jornalista porque achou a profissão um tanto quanto cheia de adrenalina… Vamos à realidade!
por Thiago Borges


ter uma visão crítica do mundo que o cerca e sobretudo a respeito do meio noticioso em que está inserido. Como definir o que é notícia? Qual o melhor foco e abordagem que devem ser dados em determinado assunto? O que é útil e o que não serve ao interesse público? Estas questões são respondidas por um jornalista através de sua bagagem de conhecimento e vivência da profissão.
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