Jornalismo clone?

23 09 2008

Por Bruno Chagas

Saiu no blog (em inglês) Innovations in Newspaper uma notícia que chamava a atenção para uma nova “tendência” dentro das publicações norte-americanas (que muitas vezes se aplica a nós): O “clone journalism”, ou “jornalismo clone”. O conceito refere-se a falta de originalidade dos jornais em publicar conteúdos iguais, de forma que as publicações ficam como “padronizadas” e sem diferença entre si. Um exemplo prático é o conteúdo do post do IN: Após a falência da Lehman Brothers, 45 (QUARENTA E CINCO) jornais estadunidenses colocaram em sua primeira página exatamente a mesma foto, de uma funcionária de LB desolada, cabisbaixa e com a mão na cabeça.

Não posso afirmar com certeza, mas tenho a impressão que vi este mesma foto em jornais aqui do Brasil. É sabido que muitas fotos que os veículos de comunicação impressa utilizam vêm de agências especializadas, imagino que a foto da moça também tenha vindo de uma. Mas 45 capas iguais é uma coincidência colossal, não acha?





Olha quem sabe do que está falando

22 09 2008

por Bruno Chagas

Checagem e veracidade dos fatos são premissas básicas para fazer uma publicação jornalística que, mesmo pequena, obtenha respeito por parte do público. Quando não domina-se um assunto, a atenção para escrever sobre ele deve ser redobrada. Deslizes podem ter uma repercussão muito maior do que se espera: O que fica na mente do público muitas vezes não é a informação bem transmitida, mas o erro que foi motivo de piada.

Falta de base para informar e a voracidade por um furo de reportagem foram responsáveis, por exemplo, pelo equívoco gigantesco do Jornal Nacional na cobertura ocorrida minutos após a tragédia da colisão do vôo 3054 da Tam, cheio de passageiros contra um prédio da empresa aérea:

Eles tinham as imagens mas não tinham informação. O âncora começou a vomitar achismos. O vídeo foi parar, como percebe-se acima, no Youtube e aquele episódio não foi muito feliz para o JN. Boa noite.

Este caso foi bastante grave. Irresponsabilidade para aquele que intitula-se o jornal nacional, visto em todo Brasil, o que de fato é. Vamos a deslizes “menos graves”.

Jornalismo é checagem. E revisão. Há dois meses, o banqueiro e, com grande eufemismo, mal-caráter de carteirinha Daniel Dantas foi preso (Em seguida solto. E preso de novo. E solto) por conta das investigações da Operação Satiagraha (a PF e seus incríveis nomes de operações… Criatividade e bom gosto sempre fascinantes). Como conseqüência o Diário do Sul, jornal baiano, publicou a seguinte capa:

Está vendo a seta vermelha? Ela aponta para a fotografia Daniel Dantas, mais precisamente um dos primeiros resultados quando se digita o nome do indivíduo no sistema de busca do Google Imagens. O problema é que este é o Daniel Dantas ATOR global, E NÃO o Daniel Dantas banqueiro, ex-dono do Opportunity que foi preso na operação com nome esquisito (culto, mas esquisito) do Polícia Federal. O editor da publicação alegou que foi um erro de seleção já na montagem do jornal. Tá bom, essa passa. Eles deveriam contratar um diagramador mais esperto e ver como ficou o jornal pronto. Mas são nossos compatriotas, façamos vista grossa.

Esta troca de Daniéis foi reincidente. Acredito que nesta segunda vez foi falta de checagem editorial mesmo. Afinal, nosso amigos italianos não têm obrigação nenhuma de saber que Daniel é qual, não? A relação dele com uma certa empresa de telefonia de lá deve ser nova. O erro, idêntico ao do Diário do Sul, foi do La Stampa, jornal, como já dito, da Itália. A publicação, além de não saber qual é o banqueiro Dantas, também sucumbiu a googlismo. A foto usada está bem ao lado daquela que o periódico tupiniquim pegou.

Mas… Estou mastigando notícia velha. Já remoeram sobre estes fatos bem antes de mim. Para terminar então, devo mostra algo mais recente: O estadunidense Boston Globe não vê muita diferença em qual país latino é citado ou onde em suas capas. Afinal, todo mundo fala espanhol aqui embaixo mesmo… O Globe acertou no texto mas errou na chamada. Lá eles também não devem ver o jornal pronto.





“Zé Bob” é ilusão, meu povo!

6 09 2008

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por Thiago Borges

Hoje, cheguei mais cedo em casa a tempo de acompanhar as notícias do Jornal Nacional, tirar uma soneca durante o horário eleitoral e ver um pouco da controversa novela A Favorita – cheia de suspense, tramas obscuras, mocinhas que viram vilãs e vice-versa. Mas o “engraçado” é se ver interpretado (ou não) em uma novela, esse símbolo cultural brasileiro que reflete a nossa realidade (reflete?). Agora consigo entender por que enfermeiras, policiais, modistas e camelôs criticam novelas… Quando tem um personagem camelô, ele sempre está de bom humor, trabalhando de sol a sol e com um largo sorriso no lábio – como se a vida dele fosse fácil. É a mesma coisa com o tal Zé Bob. Ele é o jornalista da novela, um mocinho como qualquer outro que tem como missão livrar o bem das garras do mal sem se deixar seduzir. Mas não é bem assim na vida real, caro leitor. Você, que deve estar aí pensando no próximo capítulo da novela das oito… Você, leitora inocente, que sonha em ter um jornalista como Zé Bob para te salvar… Você, internauta adolescente, que quer seguir a carreira de jornalista porque achou a profissão um tanto quanto cheia de adrenalina… Vamos à realidade!

1° – Super jornalista? Impossível! Por mais que as redações estejam defasadas e os funcionários de determinado veículo acabem acumulando funções, não dá para uma única possível cobrir todas as áreas, todos os assuntos de interesse público. Zé Bob, por exemplo, cobre política num dia e feira das tulipas em outro (além de tirar fotos, é claro)

2° – Incansável? Outro erro aí! Pode tomar café à vontade, cheirar cocaína, ter uma pilha de coisas para fazer. Sete matérias pra escrever… Uma hora o cara vai se cansar e ter de parar recuperar a energia perdida. Zé Bob ainda não apareceu dormindo nessa trama.

3° – Sortudo? Ao contrário do nosso herói da dramaturgia, que tem a bruxa boazinha do Castelo Rá-Tim-Bum como editora-chefe, a realidade é bem diferente. Na maioria das vezes (salvo raras exceções), em especial em jornais diários, repórteres são tratados aos berros por seus senhores.

4° – Catador? Mesmo com todo o trabalho do mundo para fazer, Zé Bob encontra uma brechinha entre uma cobertura e outra para cortejar as beldades da novela. Fala sério!

5° – Cadê o distanciamento do fato? Se fosse real, Zé Bob estaria cometendo um grave erro profissional por ter se envolvido com uma de suas fontes – a Donatela. Cadê a imparcialidade, oras?

E você, o que acha de tudo isso?





Ô, dó!

6 09 2008

por Thiago Borges
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Não vou falar exatamente de jornalismo agora, mas de algo totalmente ligado ao jornalismo: assessoria de imprensa. Ô, dó! Como dizem por aí, ninguém entra na faculdade pensando em ser assessor de imprensa. Pelamordedeus! Porém, muitos vão parar nessa área porque é a única oportunidade que surge no mercado.

As empresas investem muito dinheiro em assessoria para depois economizar com propaganda. Vale muito mais ter seu nome estampado em uma matéria de jornal do que em um anúncio. A credibilidade é maior pois, no subconsciente do leitor, existe a idéia de que se tal empresa está ali é porque foi digna de notícia. Entretanto, muitas vezes a pauta foi plantada pelo assessor de imprensa. Algumas vezes eles até acertam, mas são poucos que conseguem.

O assessor de imprensa é quem faz o meio de campo entre a empresa e os jornalistas. Seu trabalho é facilitar o acesso da imprensa aos executivos de determinada empresa, mas muitas vezes acontece exatamente o contrário. Eles são contratados para dizer que aquilo que seus clientes querem que saia na imprensa. Se perceberem que determinada matéria pode ser prejudicial, pode esquecer! A pauta caiu!

Mas há de se reconhecer: vida de assessor não é fácil. Apesar de ter um salário médio maior que o de jornalista, os assessores têm de conviver com a idéia de que não estão atrás da verdade, mas sim do lucro para a empresa para a qual trabalham. Eles têm clientes, contas e metas para atingir. E imagine a pressão para atingir essas metas! É muito mais fácil para o assessor do banco do Brasil ou da FGV emplacar uma pauta do que para o cara que presta assessoria para uma empresa que aluga móveis de escritórios – sim, isso existe e eu recebo vários releases do tipo toda a semana.

Pois bem: imagine ter de escrever sobre doces ou narguilê, por exemplo, porque isso é a área de atuação de seu cliente. Depois, mandar para uma imensa lista de veículos de comunicação. Depois disso, ter de ligar para todos esses veículos para ver se receberam e, quem sabe, convencer o repórter a publicar a notícia. E, por último, torcer para que saia alguma coisa. Fora que você tem de acreditar no que está vendendo, pois se tentar enganar o jornalista do outro lado da linha, estará enganando a si mesmo. Isso por acaso é vida? Prefiro ganhar menos, trabalhar mais, mas estar convencido de que o que faço é [um pouco, só um pouquinho] mais limpo e mais próximo à verdade.





Profissão: Zé-Povinho

3 09 2008

por Thiago Borges

“Então, você quer aparecer na TV?”. Essa foi a primeira reação de muitos que me ouviram dizer que queria fazer Jornalismo, antes de entrar na faculdade, e até hoje repetem isso. Sempre respondo: “Não, jornalista não é só aquele que aparece na televisão”.

“Um dia, vou te ver no Jornal Nacional”. Foi o que outros me disseram e ainda me dizem. Ou então, o clássico: “Jornalista? Que chique! Vai ganhar muito dinheiro”. Claro, claro…

Minha avó, em particular, ao saber que tinha optado por essa profissão, me deu conselhos: “Meu filho, mas é muito perigoso. Ficar entrando correndo na favela, no meio de tiro… Por que você não escolheu administração?”. Só para explicar: ela era uma telespectadora fanática do falecido Cidade Alerta. Hoje, vê o Datena na Band.

“Mas você não é falante. Como pode ser jornalista?”, comentaram, questionando meu silêncio.

São engraçados (para não dizer deprimentes) os estereótipos criados sobre a profissão “jornalista”. Tenho ouvido tudo isso e muitas outras coisas há três anos e, com tudo que vivi nesse tempo, posso garantir que não é bem assim.

Por ano, são formados em média oito mil jornalistas. Se todos que entraram na profissão tinham o sonho de aparecer na TV ou, mais difícil, apresentar o JN, o desemprego na área estaria muito maior.

Outra coisa: jornalista não ganha muito dinheiro – exceção de algumas celebridades da notícia, como o casal JN, Ana Paula Padrão, Carlos Nascimento, jornalistas globais e da Record. Nosso piso não chega a cinco salários mínimos, portanto somos pobres e endividados como você! Portanto, nada de seqüestros por favor.

Sobre o comentário de minha avó: não, nem todo jornalista está arriscado a levar tiro. A exceção cabe, logicamente, àqueles bravos que vão cobrir guerras ou, num panorama local, a cidade do Rio de Janeiro. De resto, todos estamos vulneráveis à violência urbana.

Mais: “ser jornalista” não é sinônimo de “ser falante”. Trabalhamos na área da Comunicação, sim, mas a fala não é a única maneira de se comunicar. O jornalista, acima de tudo, precisa informar seu público, verificar dados e fontes e dar subsídios para que a sociedade possa por si só buscar a verdade. Falar pelos cotovelos ajuda, mas não garante todo o processo. Aqui também vale aquele ditado: “Falar menos, ouvir mais”.

É chato ver como boa parte das pessoas faz imagens erradas do nosso trabalho e não dá importância ao serviço prestado. Tudo bem que somos estressados, bebemos café várias vezes ao dia, perdemos noites de sono… São os ossos do ofício. Mas somos normais, apesar de tudo. Onde estamos errando, afinal?

Não se discute o que as informações veiculadas e muito menos os deslizes éticos cometidos. Discute-se mais o que vai acontecer na novela das oito do que em Brasília. Não é a toa que 40% das pessoas que vêem o JN dizem boa noite ao William Bonner e à Fátima Bernardes.

Para finalizar, um comentário que ouvi semana passada enquanto fazia uma reportagem para o jornal da faculdade. Na ocasião, anotava o que uma aluna de Enfermagem dizia sobre seu curso. Uma amiga dela ficou surpresa com a rapidez com que eu escrevia, no que a outra soltou: “Ele já tá acostumado. Esses Zé-Povinhos são tudo assim mesmo”. Obrigado.

originalmente postado em SURTOS E SEDATIVOS





“Viu, eu não disse?”

2 09 2008

por Bruno Chagas

Qual é a função da notícia? Segundo os manuais e o senso comum é informar o público sobre assuntos relevantes, focar o que é de interesse público, prestar serviço através de fatos e não de especulações: o jornalista testemunha a notícia, não a cria. Ele não é agente, é observador. Nisto, cito a máxima “quando o jornalista vira notícia, algo saiu errado”. Até aí, mais do mesmo – vamos a algo novo.

Eu, para ser mais específico, acredito que na última sexta-feira (29/08/2008) o jornal Folha de São Paulo, na verdade a versão online, ignorou o já citado conceito tão básico em nome da auto-promoção e de, sinceramente, algo que eu não sei bem o que é. Reproduzo abaixo parte da matéria:

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29/08/2008 – 02h30

Folha Online antecipa vitória em licitação de obra do metrô de São Paulo

RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online

O resultado da licitação para a construção da via permanente 2-Verde do Metrô, obra de mais de R$ 200 milhões, foi antecipado pela Folha Online oito horas antes da abertura dos envelopes, ontem, em São Paulo. O nome da vencedora e detalhes do processo foram ocultados em texto sobre a ópera “Salomé”, que entrou em cartaz ontem na Sala São Paulo.

A antecipação mostra que a concorrência pode ter sido direcionada, de forma a dar vitória ao consórcio liderado pela Camargo Corrêa. Procurada, a empresa se recusou a falar sobre o assunto.

Em destaque, as palavras cifradas sobre o resultado da licitação, que só seria revelado oito horas depois

A obra em questão trata da ampliação da linha 2-Verde no trecho de Alto do Ipiranga até Vila Prudente. Hoje essa linha vai da Vila Madalena até o Alto do Ipiranga. Essa expansão é uma das bandeiras políticas da gestão José Serra (PSDB).

As empresas excluídas da licitação irão à Justiça contestar o resultado. Pelo conteúdo dos envelopes abertos ontem, por volta das 9h, o consórcio Camargo Corrêa/Queiroz Galvão apresentou a “melhor” proposta. O consórcio pediu R$ 219,7 milhões para executar a obra –12% acima dos R$ 196 milhões previstos pelo Metrô. A segunda colocada foi a Andrade Gutierrez, que pediu R$ 222,1 milhões. A terceira colocada foi a OAS (R$ 226 milhões).

Para excluir quatro das oito empresas que disputavam a licitação, o Metrô usou um parecer técnico da Ieme Brasil, empresa contratada como projetista da 2-Verde. Ela prestou serviço à Camargo Corrêa. O procedimento é contestado administrativa e judicialmente pelas perdedoras (Galvão/Engevix; Iesa Consbem/Serveng; Carioca/Convap/Sultepa; Tejofran/Somafel).

Pela Lei das Licitações (nº 8.666), a Ieme não poderia participar nem “direta” nem “indiretamente” do processo.

O Metrô informou a exclusão das quatro empresas no “Diário Oficial” do Estado da última terça. Para fundamentar essa decisão, em vez de produzir um parecer próprio, a direção do Metrô usou o que a Ieme fez para a Camargo Corrêa. Ou seja, o Metrô usou o argumento de uma das concorrentes para desclassificar as demais. Para especialistas, o processo foi “contaminado”.

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“A antecipação mostra que a concorrência pode ter sido direcionada” – O que seria a notícia fica depois do lead e mesmo assim é mal-explorado. Mesmo que o resultado da licitação tenha sido direcionado, foi uma postura correta especular sobre isso? Quem são os especialistas citados e por que não há citações que dêem credibilidade ao que foi exposto? Entenda, não estou aqui como advogado da Camargo Corrêa, mas como uma pessoa que tenta ter um olhar crítico do aspecto jornalístico da matéria citada.

“Viu, eu não disse?” – É a frase que me vem à mente quando eu penso em um motivo sensato para esta ‘ocultação’ de furo em um texto de ópera e o foco estranho da matéria. Dada a situação, o veículo não tinha como afirmar com a propriedade devida o favorecimento da Camargo Corrêa sobre as obras da linha verde do metrô, logo apelou para um recurso ‘alternativo’ na sua antecipação: se o resultado não fosse o esperado, a matéria sobre Richard Strauss simplesmente seria vista como um texto comum. A Folha, logicamente, não colocaria como manchete de destaque no seu portal uma afirmação equivocada, como fez na situação contrária:

E… A imprensa vira notícia. A previsão bem sucedida (até meio ‘agente secreto’, pelos recursos empregados) virou destaque. O foco aqui não foi a licitação, o metrô, qualquer método duvidoso para a decisão, a CC ou as empresas desfavorecidas. Foi a ‘brincadeira’ da FOLHA, veículo respeitado de jornalismo, um dos maiores jornais do país. O jornal virou notícia. Algo deu errado. Autopromoção? Arrogância? Ambos? Sinceramente, foi um artifício, digamos, medíocre não importando qual seja a resposta.

Se a intenção é fazer um jornalismo sério e contestador, então que o façam assim. Conteste, mas com base em investigações, provas e fontes confiáveis. Coloque as cartas na mesa e se realmente tem em mãos algo digno de nota, que se encaixe no que é chamado de ‘bom jornalismo’, divulgue-o. A informação sólida dentro dos princípios éticos não precisa ser oculta, codificada ou escondida para ser revelada segundo conveniência e interesses próprios.

Interesse público. O destino das obras do metrô é de interesse público. O que a Folha teve a coragem de colocar em letras grandes na sua página principal não. Os questionamentos do resultado foram apresentados de forma completamente equivocada. Editoriais e colunas existem para uma veiculação mais livre de opiniões, não há nenhuma necessidade de usar de artifícios tão questionáveis e depois vir dizer “olha o que eu fiz!”.