O novo problema da Daslu

22 04 2009
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por Bruno Chagas

Post rápido e indolor. Talvez.

Observe a manchete e o “lead” da matéria da Exame abaixo:

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Vila Olímpia vira sonho de consumo dos próprios shoppings

Até 2010, três shopping centers voltados para o público de alta renda vão inaugurar 504 lojas a poucos metros da Daslu

A condenação a 94 anos e meio de prisão por importação fraudulenta de produtos está longe de ser o único problema para Eliana Tranchesi, a dona da Daslu. Considerada um dos maiores templos do luxo no país, a Daslu terá de enfrentar a partir dos próximos meses uma concorrência feroz pelos consumidores endinheirados.

Até 2010, a inauguração de dois shopping centers e a ampliação de um terceiro empreendimento devem transformar a região da Vila Olímpia, onde está a Daslu, em uma espécie de “Boca do Luxo” da cidade de São Paulo. Os três shoppings contarão com 504 novas lojas na região – ou cerca da metade do total de lojas que serão abertas em shoppings na capital paulista até o final do próximo ano. (…)

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Uma pergunta:  Isto é contextualização? Não que eu esteja defendendo a coitada da milionária sonegadora de impostos mas, o que alhos têm a ver com bugalhos? Se a intenção era falar sobre a economia da Vila Olímpia, não havia necessidade de abrir a matéria com um comentário de mau gosto e ainda por cima totalmente dispensável no texto.

Elimine o primeiro parágrafo, esqueça que ele existiu e leia de novo a partir do segundo.  Fez alguma diferença excluir aquele pedaço para o objetivo/pauta e para a matéria em si? Nenhum. O lead mesmo era este segundo parágrafo (um pouco mal escrito, por sinal). Contextualizar é uma coisa, falta de tato é outra. E, pelo que eu saiba, um “nariz de cera” destes não faz bem para um texto jornalístico e não é recomendado em nenhum manual. Convenhamos…





Participação da imprensa interferiu no desfecho do caso de Santo André

3 11 2008

por Bruno Chagas

Segundo especialistas, a atuação dos jornalistas minou a autoridade policial e deixou o seqüestrador confiante

A semana iniciada no dia 12 de outubro, dentro do contexto “comum” de rotina vivida pela maioria da população, poderia ser definida como atípica. Os bancos fechados por conta de uma greve de funcionários. Um conflito entre duas frentes policiais que teve repercussão internacional. “Police vs Police”, diziam jornais estrangeiros. O segundo turno das eleições municipais estava em pleno desenrolar. Mas algo acabou por chamar a atenção do país para uma outra direção. Olhos se voltaram para Santo André, na Grande São Paulo. O caso protagonizado pelo jovem Lindemberg Fernandes Alves, 22, no cárcere privado da ex-namorada deste e de três amigos dela, todos com 15 anos, teve repercussão nacional e serve como ponto de análise tanto para a atuação policial durante a semana do seqüestro quanto para a cobertura da imprensa, sendo que a última foi amplamente questionada e criticada por uma suposta intervenção durante as negociações e uma campanha exaustiva estabelecida em torno do prédio.

Durante o seqüestro, que durou cinco dias, três emissoras de televisão tiveram contato com Lindemberg Alves por telefone. A primeira foi a Rede TV: Na quarta-feira, dia 15, a jornalista e apresentadora Sônia Abrão conversou com o jovem no programa de variedades “A Tarde é Sua”. A apresentadora agiu entre o que seria uma entrevista e uma negociação. Posteriormente, Rede Globo e Record também tiveram suas entrevistas via telefone. A assessoria da polícia militar chegou a declarar que as entrevistas atrapalharam as negociações. Entrevistas estas que foram duramente criticadas por diverso profissionais do ramo de comunicação. O argumento para reprovação seria que os contatos e exposição exagerada da figura de Alves e do caso deram ao seqüestrador uma sensação de controle da situação. Sônia Abrão argumentou em seu programa que só fez seu trabalho e que os 20 anos que tem de carreira, grande parte dedicado à área de variedades, ajudaram-na a levar a entrevista para o rumo certo, tendo inclusive acalmando o seqüestrador.

O advogado Paulo Cremonesi, Diretor Geral da Escola de Advocacia Criminal da ACRIMESP (Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo), acredita que situações como o contato da imprensa com Alves no decorrer do crime revelaram “um descontrole absoluto da unidade policial (Gate, Grupo de Ações Táticas Especiais)”. Segundo o advogado, apesar de reprováveis as intervenções de veículos de comunicação não foram nenhuma infração. “Até que ponto você pode culpar juridicamente a Sônia Abrão pelo que ela fez? Moralmente houve uma irresponsabilidade tremenda, mas do ponto de vista jurídico jamais se poderá responsabilizá-la por algum crime cometido”, analisa, completando não houve apologia ao crime, algo passível de punição pela justiça.

Cremonesi aponta que conversas por telefone ao vivo com Lindemberg Alves durante o seqüestro não deveriam ter sido permitidas pelo Gate, pois demonstraram uma incapacidade de ser o condutor das negociações e que realmente concederam “poder” para o criminoso. “Numa situação como essa a policia possui três premissas básicas: Ter o controle absoluto da situação, agir com um tempo determinado e desgastar o seqüestrador por todos os meios possíveis”, diz. Ele complementa que a “flexibilidade, se adotada em um primeiro momento, acaba com a linha profissional de atuação”.

Roberto Parentoni, advogado criminalista presidente do IDECRIM (Instituto de Direito e Ensino Criminal) concorda com a falta de pulso do Gate na administração do caso. Critico, Parentoni afirma que de fato a interação de programas jornalísticos evidenciou descontrole no decorrer do crime. “Quem conduziu o seqüestro não foi o Gate, foi a imprensa”, afirma. Sobre a cobertura realizada, Parentoni questiona se houve prioridade no que seria realmente relevante de ser noticiado. “Que interesse público há em seqüestro?”, indaga. Expõe sua opinião que se realmente havia algo a ser divulgado, deveria ter sido feito após o desfecho do caso, de modo a não prejudicar ou espetacularizar o caso.

Cinco dias de calvário

A situação passada pela namorada de Lindemberg Alves e a amiga desta é tida como o caso de cárcere privado mais longo já registrado no Estado de São Paulo. Foram cerca de 100 horas de impasse e cerco da polícia até o desfecho trágico. Segundo dados da polícia, o registro anterior ocorreu em março de 2007, quando um assaltante manteve por 56 horas uma mãe os três filhos desta com reféns em Campinas.

No dia 13 deste mês Alves foi armado até a residência da ex-namorada tentar reatar a força um conturbado namoro que durou três anos. No apartamento de um conjunto habitacional em bairro violento de Santo André, a menina realizava um trabalho de escola com a amiga e mais dois rapazes da mesma sala. Os garotos foram libertados no mesmo dia e a amiga da jovem após 33 horas, mas esta acabou voltando na quinta-feira para o cárcere como parte das negociações.

O seqüestro teve seu desfecho na sexta-feira (17). Após um suposto disparo realizado por Alves dentro do apartamento, a polícia invadiu o local e rendeu o jovem, mas não antes de ele realizar disparos contra as duas garotas. A ex-namorada de Alves levou um tiro na cabeça e outro na virilha, tendo morte cerebral confirmada horas depois de ter sido socorrida. A amiga dela levou um tiro no rosto, mas passou por cirurgia e já teve alta. Lindemberg Fernandes Alves responderá por denúncias que envolvem homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, tentativa de homicídio qualificado e cárcere privado.





Jornalismo clone?

23 09 2008

Por Bruno Chagas

Saiu no blog (em inglês) Innovations in Newspaper uma notícia que chamava a atenção para uma nova “tendência” dentro das publicações norte-americanas (que muitas vezes se aplica a nós): O “clone journalism”, ou “jornalismo clone”. O conceito refere-se a falta de originalidade dos jornais em publicar conteúdos iguais, de forma que as publicações ficam como “padronizadas” e sem diferença entre si. Um exemplo prático é o conteúdo do post do IN: Após a falência da Lehman Brothers, 45 (QUARENTA E CINCO) jornais estadunidenses colocaram em sua primeira página exatamente a mesma foto, de uma funcionária de LB desolada, cabisbaixa e com a mão na cabeça.

Não posso afirmar com certeza, mas tenho a impressão que vi este mesma foto em jornais aqui do Brasil. É sabido que muitas fotos que os veículos de comunicação impressa utilizam vêm de agências especializadas, imagino que a foto da moça também tenha vindo de uma. Mas 45 capas iguais é uma coincidência colossal, não acha?





Olha quem sabe do que está falando

22 09 2008

por Bruno Chagas

Checagem e veracidade dos fatos são premissas básicas para fazer uma publicação jornalística que, mesmo pequena, obtenha respeito por parte do público. Quando não domina-se um assunto, a atenção para escrever sobre ele deve ser redobrada. Deslizes podem ter uma repercussão muito maior do que se espera: O que fica na mente do público muitas vezes não é a informação bem transmitida, mas o erro que foi motivo de piada.

Falta de base para informar e a voracidade por um furo de reportagem foram responsáveis, por exemplo, pelo equívoco gigantesco do Jornal Nacional na cobertura ocorrida minutos após a tragédia da colisão do vôo 3054 da Tam, cheio de passageiros contra um prédio da empresa aérea:

Eles tinham as imagens mas não tinham informação. O âncora começou a vomitar achismos. O vídeo foi parar, como percebe-se acima, no Youtube e aquele episódio não foi muito feliz para o JN. Boa noite.

Este caso foi bastante grave. Irresponsabilidade para aquele que intitula-se o jornal nacional, visto em todo Brasil, o que de fato é. Vamos a deslizes “menos graves”.

Jornalismo é checagem. E revisão. Há dois meses, o banqueiro e, com grande eufemismo, mal-caráter de carteirinha Daniel Dantas foi preso (Em seguida solto. E preso de novo. E solto) por conta das investigações da Operação Satiagraha (a PF e seus incríveis nomes de operações… Criatividade e bom gosto sempre fascinantes). Como conseqüência o Diário do Sul, jornal baiano, publicou a seguinte capa:

Está vendo a seta vermelha? Ela aponta para a fotografia Daniel Dantas, mais precisamente um dos primeiros resultados quando se digita o nome do indivíduo no sistema de busca do Google Imagens. O problema é que este é o Daniel Dantas ATOR global, E NÃO o Daniel Dantas banqueiro, ex-dono do Opportunity que foi preso na operação com nome esquisito (culto, mas esquisito) do Polícia Federal. O editor da publicação alegou que foi um erro de seleção já na montagem do jornal. Tá bom, essa passa. Eles deveriam contratar um diagramador mais esperto e ver como ficou o jornal pronto. Mas são nossos compatriotas, façamos vista grossa.

Esta troca de Daniéis foi reincidente. Acredito que nesta segunda vez foi falta de checagem editorial mesmo. Afinal, nosso amigos italianos não têm obrigação nenhuma de saber que Daniel é qual, não? A relação dele com uma certa empresa de telefonia de lá deve ser nova. O erro, idêntico ao do Diário do Sul, foi do La Stampa, jornal, como já dito, da Itália. A publicação, além de não saber qual é o banqueiro Dantas, também sucumbiu a googlismo. A foto usada está bem ao lado daquela que o periódico tupiniquim pegou.

Mas… Estou mastigando notícia velha. Já remoeram sobre estes fatos bem antes de mim. Para terminar então, devo mostra algo mais recente: O estadunidense Boston Globe não vê muita diferença em qual país latino é citado ou onde em suas capas. Afinal, todo mundo fala espanhol aqui embaixo mesmo… O Globe acertou no texto mas errou na chamada. Lá eles também não devem ver o jornal pronto.





“Viu, eu não disse?”

2 09 2008

por Bruno Chagas

Qual é a função da notícia? Segundo os manuais e o senso comum é informar o público sobre assuntos relevantes, focar o que é de interesse público, prestar serviço através de fatos e não de especulações: o jornalista testemunha a notícia, não a cria. Ele não é agente, é observador. Nisto, cito a máxima “quando o jornalista vira notícia, algo saiu errado”. Até aí, mais do mesmo – vamos a algo novo.

Eu, para ser mais específico, acredito que na última sexta-feira (29/08/2008) o jornal Folha de São Paulo, na verdade a versão online, ignorou o já citado conceito tão básico em nome da auto-promoção e de, sinceramente, algo que eu não sei bem o que é. Reproduzo abaixo parte da matéria:

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29/08/2008 – 02h30

Folha Online antecipa vitória em licitação de obra do metrô de São Paulo

RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online

O resultado da licitação para a construção da via permanente 2-Verde do Metrô, obra de mais de R$ 200 milhões, foi antecipado pela Folha Online oito horas antes da abertura dos envelopes, ontem, em São Paulo. O nome da vencedora e detalhes do processo foram ocultados em texto sobre a ópera “Salomé”, que entrou em cartaz ontem na Sala São Paulo.

A antecipação mostra que a concorrência pode ter sido direcionada, de forma a dar vitória ao consórcio liderado pela Camargo Corrêa. Procurada, a empresa se recusou a falar sobre o assunto.

Em destaque, as palavras cifradas sobre o resultado da licitação, que só seria revelado oito horas depois

A obra em questão trata da ampliação da linha 2-Verde no trecho de Alto do Ipiranga até Vila Prudente. Hoje essa linha vai da Vila Madalena até o Alto do Ipiranga. Essa expansão é uma das bandeiras políticas da gestão José Serra (PSDB).

As empresas excluídas da licitação irão à Justiça contestar o resultado. Pelo conteúdo dos envelopes abertos ontem, por volta das 9h, o consórcio Camargo Corrêa/Queiroz Galvão apresentou a “melhor” proposta. O consórcio pediu R$ 219,7 milhões para executar a obra –12% acima dos R$ 196 milhões previstos pelo Metrô. A segunda colocada foi a Andrade Gutierrez, que pediu R$ 222,1 milhões. A terceira colocada foi a OAS (R$ 226 milhões).

Para excluir quatro das oito empresas que disputavam a licitação, o Metrô usou um parecer técnico da Ieme Brasil, empresa contratada como projetista da 2-Verde. Ela prestou serviço à Camargo Corrêa. O procedimento é contestado administrativa e judicialmente pelas perdedoras (Galvão/Engevix; Iesa Consbem/Serveng; Carioca/Convap/Sultepa; Tejofran/Somafel).

Pela Lei das Licitações (nº 8.666), a Ieme não poderia participar nem “direta” nem “indiretamente” do processo.

O Metrô informou a exclusão das quatro empresas no “Diário Oficial” do Estado da última terça. Para fundamentar essa decisão, em vez de produzir um parecer próprio, a direção do Metrô usou o que a Ieme fez para a Camargo Corrêa. Ou seja, o Metrô usou o argumento de uma das concorrentes para desclassificar as demais. Para especialistas, o processo foi “contaminado”.

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“A antecipação mostra que a concorrência pode ter sido direcionada” – O que seria a notícia fica depois do lead e mesmo assim é mal-explorado. Mesmo que o resultado da licitação tenha sido direcionado, foi uma postura correta especular sobre isso? Quem são os especialistas citados e por que não há citações que dêem credibilidade ao que foi exposto? Entenda, não estou aqui como advogado da Camargo Corrêa, mas como uma pessoa que tenta ter um olhar crítico do aspecto jornalístico da matéria citada.

“Viu, eu não disse?” – É a frase que me vem à mente quando eu penso em um motivo sensato para esta ‘ocultação’ de furo em um texto de ópera e o foco estranho da matéria. Dada a situação, o veículo não tinha como afirmar com a propriedade devida o favorecimento da Camargo Corrêa sobre as obras da linha verde do metrô, logo apelou para um recurso ‘alternativo’ na sua antecipação: se o resultado não fosse o esperado, a matéria sobre Richard Strauss simplesmente seria vista como um texto comum. A Folha, logicamente, não colocaria como manchete de destaque no seu portal uma afirmação equivocada, como fez na situação contrária:

E… A imprensa vira notícia. A previsão bem sucedida (até meio ‘agente secreto’, pelos recursos empregados) virou destaque. O foco aqui não foi a licitação, o metrô, qualquer método duvidoso para a decisão, a CC ou as empresas desfavorecidas. Foi a ‘brincadeira’ da FOLHA, veículo respeitado de jornalismo, um dos maiores jornais do país. O jornal virou notícia. Algo deu errado. Autopromoção? Arrogância? Ambos? Sinceramente, foi um artifício, digamos, medíocre não importando qual seja a resposta.

Se a intenção é fazer um jornalismo sério e contestador, então que o façam assim. Conteste, mas com base em investigações, provas e fontes confiáveis. Coloque as cartas na mesa e se realmente tem em mãos algo digno de nota, que se encaixe no que é chamado de ‘bom jornalismo’, divulgue-o. A informação sólida dentro dos princípios éticos não precisa ser oculta, codificada ou escondida para ser revelada segundo conveniência e interesses próprios.

Interesse público. O destino das obras do metrô é de interesse público. O que a Folha teve a coragem de colocar em letras grandes na sua página principal não. Os questionamentos do resultado foram apresentados de forma completamente equivocada. Editoriais e colunas existem para uma veiculação mais livre de opiniões, não há nenhuma necessidade de usar de artifícios tão questionáveis e depois vir dizer “olha o que eu fiz!”.





Imprensa Expressa

24 08 2008

por Bruno Chagas

Ao contrário do que em tese é a essência de um texto jornalístico, com conteúdo isento e buscando sempre o máximo de imparcialidade, o profissional envolvido com a notícia deve obrigatoriamente ter uma visão crítica do mundo que o cerca e sobretudo a respeito do meio noticioso em que está inserido. Como definir o que é notícia? Qual o melhor foco e abordagem que devem ser dados em determinado assunto? O que é útil e o que não serve ao interesse público? Estas questões são respondidas por um jornalista através de sua bagagem de conhecimento e vivência da profissão.

Ser jornalista é ser observador e gostar do que faz. A notícia deve ser acompanhada por ele tanto pela obrigatoriedade imposta por seu trabalho quanto por paixão e vontade de crescimento. A visão crítica e uma boa dose de bom senso são as ferramentas para saber o que vai ou não ser veiculado e o que deve ser abordado. Isto, logicamente, passa por focos, ideologias e restrições editoriais. Mas o jornalista, com a responsabilidade assumida de prestação de serviço, deve saber levar a informação ao leitor/espectador da melhor forma possível.

Em suma, interação é a palavra que resume o profissional da notícia e o relacionamento deste com sua profissão. Este blog surgiu com o intuito de ser uma ferramenta para que seus autores (atualmente estudando para entrar no ramo) possam expressar e aprimorar sua interação com o meio, seja através de alguma observação ao que é veiculado, aos métodos e abordagens utilizados, a relevância e qualidade de uma notícia ou artigo, entre outras. Este também é o espaço para que os autores possam colocar o que produzem, de modo que de alguma forma isto seja veiculado ou mesmo transmitido através de um outro meio.

A idéia é estabelecer um “território livre” para falar sobre jornalismo, o que acontece, o que é transmitido e o que as pessoas envolvidas ou outros próximos a elas produzem e é digno de alguma nota. Ao mesmo tempo que há uma certa liberdade e não existe a prentensão de ir além de um projeto voltado para expressão de idéias, o conteúdo aqui postado será feito do melhor modo possível, de forma a fazer jus a profissão e ao empenho dos que escrevem.

Então está bem. Vamos falar de jornalismo.